
A poetisa angolana Paula Tavares é única na literatura de seu país. Em uma Angola destroçada pela guerra, a autora reúne arte e militância em prol da valorização da mulher. Ao contrário de outros poetas da África lusófona, Paula abre o leque de sua produção poética para além da reflexão do processo de descolonização recente de tais nações. Isso, contudo, não soa alienação: é robustecendo as tradições que se ergue uma obra de caráter supranacional, perfazendo um canto de todo um continente vilipendiado pelas metrópoles europeias.