A crescente demanda por procedimentos estéticos entre homens, impulsionada por influências sociais e padrões de beleza, resultou no surgimento da harmonização peniana. Este processo visa não apenas a melhoria estética do órgão genital masculino, mas também o aumento da autoestima e confiança. A insatisfação com a aparência íntima pode afetar a saúde mental e a qualidade de vida dos homens, uma vez que questões relacionadas à sexualidade têm um papel significativo na saúde geral. Este trabalho tem como objetivo explorar a segurança, eficácia e impacto psicossocial da harmonização íntima masculina, analisando os procedimentos não cirúrgicos, especialmente o uso de ácido hialurônico. O aumento peniano com ácido hialurônico mostrou-se uma alternativa eficaz e minimamente invasiva, reduzindo a necessidade de cirurgias. Historicamente, o tamanho do pênis carrega simbolismos variados, refletindo abordagens sociais e culturais de diferentes épocas. Na Grécia Antiga, pênis pequeno simbolizava autocontrole e civilidade, enquanto em Roma, a fertilidade e o poder eram enfatizados, independentemente do tamanho, como exemplificado pelo deus Príapo. Durante a Idade Média, a visão sobre os órgãos genitais foi marcada pela moral cristã, levando à repressão do corpo. Com o Renascimento, houve uma revalorização do corpo, mas mantendo a idealização de tamanhos menores. No século XX, a pornografia popularizou o ideal de um pênis grande, gerando inseguranças masculinas, resultando assim, surgimento de procedimentos estéticos como faloplastia e preenchimentos penianos, para amenizar esses critérios. A técnica de "tunneling" para injeções de ácido hialurônico apresentou vantagens em termos de distribuição uniforme do material e diminuição de complicações, destacando a importância de profissionais habilitados para a execução segura desses procedimentos. A harmonização peniana representa um campo em crescimento na estética masculina, refletindo mudanças culturais nas percepções sobre o corpo e a masculinidade. Apesar das promessas de procedimentos não cirúrgicos, é essencial que os profissionais de saúde abordem essas práticas com rigor ético e científico, garantindo a segurança dos pacientes. Este estudo contribui para uma melhor compreensão das questões de imagem corporal masculina e propõe diretrizes para a prática clínica, visando promover a saúde e o bem-estar masculino.